Zen no Parque

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Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia V – a meditação andando

Publicado por educaçãoevida em Abril 2, 2009

 

A meditação andando

 Por Thich Nhat Hanh

 A meditação andando pode ser muito agradável. Caminhamos lentamente, sozinhos ou com amigos, se possível num belo local. A meditação andando tem como verdadeiro objetivo o prazer em caminhar – anda-se não para se chegar a algum lugar, mas só pelo andar. O propósito é o de se estar no momento presente, tendo plena consciência da respiração e da caminhada, e de se apreciar cada passo. Para isso, devemos nos livrar de todas as preocupações e ansiedades, não pensar no futuro, nem no passado, só vivendo o momento presente. Podemos andar de mãos dadas com uma criança. Caminhamos passo a passo como se fôssemos os seres mais felizes da Terra.

 Embora andemos o tempo todo, nosso andar se assemelha mais a uma corrida. Quando caminhamos assim, imprimimos ansiedade e tristeza na Terra. É preciso que andemos de forma tal que só deixemos paz e serenidade sobre a Terra. Podemos todos fazer isso desde que o desejemos muito. Qualquer criança consegue fazê-lo. Se podemos dar um passo assim, poderemos dar dois, três, quatro e cinco. Quando formos capazes de dar um passo cheio de paz e felicidade, estaremos trabalhando pela causa da paz e da felicidade de toda a humanidade. A meditação andando é uma prática maravilhosa.

 Quando fazemos meditação andando ao ar livre, caminhamos um pouco mais devagar do que nosso ritmo normal e coordenamos nossa respiração com nossos passos. Por exemplo, podemos dar três passos para cada inspiração e três passos para cada expiração. Podemos, então, dizer, “Inspirando. inspirando, inspirando. Expirando, expirando, expirando.” Dizer “Inspirando” serve para nos ajudar a identificar a inspiração. Sempre que chamamos algo pelo seu próprio nome, estamos tornando-o mais real, como quando dizemos o nome de um amigo.

 Se os seus pulmões preferem quatro passos em vez de três, dê-lhes quatro passos, por favor. Se eles querem apenas dois, dê-lhes dois. A dura­ção da sua inspiração e da sua expiração não tem de ser a mesma. E possível, por exemplo, que você dê três passos ao inspirar e quatro ao expirar. Se você se sentir feliz, sereno e alegre enquanto ca­minha, é porque está se exercitando corretamente.

 Esteja atento para o contato entre os seus pés e a Terra. Caminhe como se estivesse beijando a Terra com os pés. Já prejudicamos muito a Terra. Agora é a hora de cuidarmos bem dela. Trazemos nossa paz e nossa serenidade à superfície da Terra e compartilhamos a lição do amor. É tendo isso em mente que caminhamos. De quando em quando, ao ver algo bonito, podemos querer parar para contemplação de uma árvore, uma flor, crianças brincando. Enquanto olhamos, continuamos atentos à nossa respiração, para não sermos enredados por nossos pensamentos e assim perdermos a beleza da flor. Quando quisermos voltar a andar, é só começar de novo. Cada passo que dermos criará uma brisa fresca, renovando nosso corpo e nossa mente. Cada passo fará uma flor se abrir aos nossos pés. Isso só é possível se não pensarmos no futuro nem no passado, se soubermos que a vida só pode ser encontrada no momento presente. 

 

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Algumas instruções para a prática da meditação

Publicado por educaçãoevida em Novembro 7, 2008

Por Thich Nhat Hanh

(texto retirado do livro “Para viver em paz. O milagre da mente alerta“, capítulo “O seixo”)

“Eu sei que (…) há muitos que podem sentar na posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Na nossa aula de meditação, em Paris, há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso ensino-lhes a maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia. Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.

Mantenha as costas eretas. Isso é muito importante.

O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna.

A postura deve ser reta mas não rígida.

Mantenha os olhos semi-abertos, focalizados a uns dois metros à sua frente.

Mantenha leve sorriso.

Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração. Solte-se quanto a tudo mais. Abandone-se inteiramente. Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face. Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar. Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor. É o mesmo sorriso que você vê na face de Buda, Quang.

À altura do ventre, pose sua mão esquerda com a palma voltada para cima sobre a palma da mão direita. Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas. Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel. Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.

Para os principiantes, convém não ficar sentado além de vinte ou trinta minutos. Durante esse tempo você tem que ser capaz de obter descanso total. A técnica para tal obtenção reside em duas coisas: observar e soltar, observar a respiração e soltar tudo mais. Solte cada músculo de seu corpo. Após uns quinze minutos, uma serenidade profunda poderá ser alcançada, enchendo-o interiormente de paz e contentamento. Mantenha-se nessa quietude.

Algumas pessoas encaram a meditação como uma labuta, desejando que o tempo passe rápido a fim de descansarem depois. Essas pessoas não aprenderam ainda o que é meditar. Se você sentar de forma correta, é possível encontrar total relaxamento e paz, exatamente nessa posição. Geralmente sugiro a essas pessoas que meditem tendo em mente a imagem de um seixo atirado ao rio.

Como usar a imagem do seixo? Sente-se na posição em que melhor se sentir, lótus completo ou meio lótus, com a coluna reta e leve sorriso nos lábios. Respire devagar e profundamente, acompanhando cada respiração, unificando-se com ela. Desligue-se de tudo. Imagine que você é um seixo atirado no rio. O seixo afunda na água, sem nenhum esforço. Desapegado de qualquer coisa, ele lentamente afunda pela mais curta distância, para atingir finalmente o fundo do rio, o ponto de descanso perfeito. Você, praticamente, é como o seixo que, desligando-se de tudo, deixou-se cair no rio. No centro de seu ser está sua respiração. Você não precisa saber quanto tempo leva até que possa alcançar o ponto do perfeito repouso, o leito de areia no fundo das águas. Quando você se sentir como o seixo que atingiu o fundo do rio, você terá alcançado o ponto em que encontrará seu perfeito repouso. Você não estará mais sendo empurrado ou puxado por nada.

Se você não conseguir encontrar paz e contentamento nesses momentos em que está sentado, então o futuro lhe escapará como um rio que passa, você não poderá fazê-lo voltar atrás, e será incapaz de viver o futuro quando ele tiver se transformado em presente. Toda a paz e contentamento possíveis são esses que surgem ao sentar-se. Se você não consegue encontrá-los aí, não os encontrará em nenhum outro lugar.

Não persiga seus pensamentos como a sombra que segue seu objeto. Não corra atrás de seus pensamentos. Não adie, seja capaz de encontrar paz e contentamento nesse exato momento em que está sentado. Esse é o seu tempo, esse lugar em que está sentado é o seu lugar. É nesse exato lugar, nesse exato momento, que você pode se tornar um Buda e não sob uma árvore especial em algum longínquo país.

O conforto que lhe proporciona o sentar-se depende de sua assiduidade na prática de manter a mente alerta na sua vida diária. Depende também se você senta ou não de acordo com as instruções. Uma hora de meditação por noite deveria ser organizada em cada comunidade. E às pessoas de fora, que quisessem participar, deveria ser dado o direito de sentarem também.

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Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia IV

Publicado por educaçãoevida em Outubro 9, 2008

Momento presente, momento maravilhoso

Em nossa sociedade atarefada, é uma grande ventura respirar conscientemente de vez em quando. Podemos praticar a respiração consciente não só sentados na sala de meditação, mas também enquanto trabalhamos no escritório ou em casa, enquanto dirigimos, ou quando estamos sentados no ônibus, onde quer que estejamos, a qualquer hora do dia.

Há uma infinidade de exercícios que podem nos ajudar a respirar conscientemente. Além do simples “Inspirando-Expirando”, podemos recitar em silêncio estas quatro linhas enquanto inspiramos e expiramos:

Inspirando, acalmo meu corpo. Expirando, sorrio.

Pousado no momento presente,

sei que este é um momento maravilhoso.

“Inspirando, acalmo meu corpo”. Recitar essa frase é como beber um copo de limonada gelada num dia de calor – dá para se sentir o frescor invadindo o corpo. Quando eu inspiro e digo esse verso, chego a sentir minha respiração acalmando meu corpo e minha mente.

“Expirando, sorrio”. Você sabe que um sorriso pode relaxar centenas de músculos no seu rosto. Sorrir é um sinal de que se tem domínio sobre si
mesmo.

“Pousado no momento presente”. Enquanto estou sentado aqui, não penso em mais nada. Estou sentado aqui e sei exatamente onde estou.

“Sei que este é um momento maravilhoso.” É uma alegria estar sentado, em conforto e segurança, e voltar para a respiração, para o sorriso, para a verdadeira natureza do eu. Nosso compromisso com a vida é no momento presente. Se não tivermos paz e alegria agora, quando as teremos? Amanhã, depois de amanhã? O que nos impede de sermos felizes neste exato momento? Enquanto prosseguimos com nossa respiração, podemos dizer simplesmente, “Acalmo, Sorrio, Momento presente, Momento maravilhoso.”

Esse exercício não é só para os iniciantes. Muitos de nós que praticamos a meditação e a respiração consciente há quarenta ou cinqüenta anos continuamos a praticar dessa forma, porque esse tipo de exercício é muito importante e muito fácil.

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Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia III

Publicado por educaçãoevida em Julho 2, 2008

Respiração consciente

Thich Nhat Hanh

Há uma série de técnicas de respiração que po­dem ser usadas para tornar a vida mais intensa e agradável. O primeiro exercício é muito simples. Enquanto inspira, você diz para si mesmo, “Ins­pirando, sei que estou inspirando”. E enquanto expira, diga, “Expirando, sei que estou expiran­do”. Só isso. Você reconhece sua inspiração como uma inspiração e sua expiração como uma expira­ção. Não é nem necessário recitar a frase inteira. Você pode usar apenas uma palavra de cada vez:

“Inspirando” e “Expirando’ ‘. Essa técnica pode ajudá-lo a manter seu pensamento na respiração. Enquanto realiza o exercício, sua respiração irá se tornar calma e suave, e sua mente e seu corpo tam­bém irão adquirir calma e suavidade. Esse exercí­cio não é difícil. Em apenas alguns minutos você perceberá os frutos da meditação.

Inspirar e expirar são atividades importantes e agradáveis. Nossa respiração é o elo entre nosso corpo e nossa mente. As vezes pode ocorrer que nossa mente esteja ocupada com uma coisa e nos­so corpo com outra; com isso a mente e o corpo estejam desunidos. Quando nos concentramos em nossa respiração, “Inspirando” e “Expirando”, reunimos novamente a mente e o corpo, tornando-­nos inteiros de novo. A respiração consciente é uma ponte de grande importância.

Para mim, a respiração é uma alegria imper­dível. Todos os dias, pratico a respiração consciente e na minha salinha de meditação escrevi esta frase:

“Respire, você está vivo!” Só a respiração e o sor­riso já podem nos fazer muito felizes, porque, quando respiramos conscientemente, conseguimos nos recuperar por inteiro e encarar a vida no mo­mento presente.

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Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia II

Publicado por educaçãoevida em Abril 8, 2008

O meu sorriso está com o dente-de-leão

Thich Nhat Hanh

Se uma criança sorri, se um adulto sorri, é muito importante. Se em nossa rotina diária pudermos sorrir, se pudermos ser felizes e cheios de paz, não só nós, mas todos se beneficiarão. Se realmente sabemos viver, existe melhor meio de começar o dia do que com um sorriso? Nosso sorriso afirma nossa consciência e determinação no sentido de viver em paz e alegria. A fonte de um sorriso ver­dadeiro está na mente alerta.

Como você pode se lembrar de sorrir ao acor­dar? Talvez você possa pendurar um lembrete ­como um ramo, uma folha, uma pintura ou algu­mas palavras inspiradoras – na janela ou no teto acima da sua cama para que você o veja no ins­tante em que acordar. Depois que você tiver de­senvolvido a prática do sorriso, pode ser que não precise mais do lembrete. Você sorrirá ao ouvir um pássaro cantar ou ao ver o sol entrando pela jane­la. O sorriso ajuda a encarar o dia com delicadeza e compreensão.

Quando vejo alguém sorrir, sei logo que ele ou ela está imerso na percepção. Esse leve sorriso, quantos artistas não se esforçaram para trazer aos lábios de inúmeras estátuas e retratos? Tenho cer­teza de que o mesmo sorriso devia estar estampa­do nos rostos dos escultores e dos pintores enquan­to trabalhavam. Dá para imaginar um pintor en­raivecido criando um sorriso desses? O sorriso da Mona Lisa é leve, apenas uma sugestão de sorriso. No entanto, mesmo um sorriso desses basta para relaxar todos os músculos do rosto, para expulsar toda a preocupação e o cansaço. O mais leve es­boço de um sorriso reforça a percepção e nos acal­ma como que por milagre. Ele nos restaura a paz que considerávamos perdida.

Nosso sorriso pode trazer a paz para nós e pa­ra os que nos cercam. Mesmo se gastássemos mui­to dinheiro em presentes para todos os nossos fa­miliares, nada que pudéssemos comprar lhes da­ria tanta felicidade quanto a dádiva da nossa aten­ção, do nosso sorriso. E essa dádiva preciosa não custa nada. Ao final de um retiro na Califórnia, uma amiga escreveu o seguinte poema:

Perdi meu sorriso,

mas não se preocupem.

Ele está com o dente-de-leão.

Se você perdeu seu sorriso e mesmo assim é capaz de ver que o dente-de-leão está guardando-o para você, a situação não é tão má assim. Sua cons­ciência está suficientemente desperta para ver que o sorriso está ali. Basta que você respire com ple­na consciência uma ou duas vezes para que recu­pere seu sorriso. O dente-de-leão é um dos inte­grantes de sua comunidade de amigos. Ele está ali, inteiramente fiel, guardando seu sorriso para você.

Na realidade, tudo que o cerca está guardan­do seu sorriso para você. Você não precisa se sen­tir isolado. É só se abrir para o apoio que está a todo seu redor e dentro de você. Como a amiga que viu seu sorriso sob a guarda do dente-de-leão, você pode respirar em plena consciência e o seu sorriso voltará.

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Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia

Publicado por educaçãoevida em Março 14, 2008

Do livro “Paz a cada passo. Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia” de Thich Nhat Hanh, retiramos algumas partes que podem nos auxiliar a compreender como a meditação pode ser um caminho para a plena atenção e para a paz interior…

Vinte e quatro horas novinhas em folha

“Todas as manhãs, quando acordamos, temos vin­te e quatro horas novinhas em folha para viver. Que dádiva preciosa! Temos a possibilidade de vi­ver de uma forma que essas vinte e quatro horas tragam paz, alegria e felicidade a nós mesmos e aos outros.

A paz está presente aqui e agora em nós mes­mos e em tudo o que fazemos e vemos. A ques­tão é estar ou não em contato com ela. Não preci­samos fazer uma longa viagem para admirar o azul do céu. Não precisamos sair da cidade ou sequer da nossa vizinhança para apreciar os olhos de uma linda criança. Até mesmo o ar que respiramos pode ser uma fonte de alegria.

Podemos sorrir, respirar, caminhar e fazer nos­sas refeições de uma forma tal que nos permita en­trar em contato com toda a felicidade que existe a nosso dispor. Somos muito bons na preparação para a vida, mas não o somos na vida em si. Sabe­mos sacrificar dez anos em troca de um diploma e nos dispomos a trabalhar duramente para obter um emprego, um carro, uma casa e assim por dian­te. Temos, porém, dificuldade para nos lembrar­mos de que estamos vivos no presente momento, o único momento que existe para estarmos vivos. Cada respiração, cada passo pode estar repleto de paz, alegria e serenidade. É necessário apenas que estejamos despertos, vivos no momento presente.

Este pequeno livro se propõe a ser como o toque de um sino para despertar a consciência, um lembrete de que a felicidade só é possível no mo­mento presente. É claro que planejar o futuro faz parte da vida, mas mesmo o planejamento só po­de acontecer no momento presente. Este livro é um convite para uma volta ao momento presente e para a descoberta da paz e da alegria. Nele apre­sento algumas das minhas experiências e uma sé­rie de técnicas que podem ser úteis. Mas, por fa­vor, não esperem o final do livro para encontrar a paz. A paz e a felicidade estão em cada momen­to. A paz é cada passo. Caminharemos de mãos dadas. Bon voyage”.

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